HOJE 11-11-2012 23 ANOS DEPOIS DO NOSSO LINDO MOMENTO
Hoje 23 anos depois começava
uma nova vida feliz
para nos dois, e esta felicidade
que se dá com o casamento,
fomos acompanhados por todos.
fomos felizes com altos e baixos
que a vida nos foi pregando
os anos de união. de amor e complexidade
momentos que poucos podem imaginar
vivemos eternas primaveras
mas também tivemos outono tempestuosos
e quando vivíamos o verão escaldante de serenidade
veio o dia da mais brutal tempestade invernal
que fez assolar o nosso amor.
como diz o poeta Rubem Alves
e peço emprestadas as suas palavras.
Amar é ter um pássaro pousado no dedo.
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que
a qualquer momento, ele pode voar”
Rubem Alves
Te amei meu amor e tu voaste e como a tempestade voltas-te ao céu.
Hoje 23 depois habitas na mais densa nuvem num céu que vejo todos as manhãs.
E eu aqui sinto a tua Ausência
José Domingos
A mais um poeta peço ajuda para dizer-te o sinto...
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
Vinícius de Moraes
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinícius de Moraes
